Compreender as experiências, dificuldades e expectativas de pessoas imigrantes em Portugal foi o objetivo das entrevistas feitas no âmbito do projeto “Geração Suli”.
Rafael, natural de São Tomé e Príncipe, vive em Portugal há seis anos. Veio em busca de melhores condições de vida e de novas oportunidades.
A sua maior dificuldade inicial foi a língua e a separação da família. Apesar disso, conseguiu adaptar-se e sente-se acolhido, embora defenda que é necessário combater o racismo.
Uma jovem da Colômbia, aluna da Escola Secundária Gil Eanes e participante do projeto Geração Suli, vive em Portugal há três anos. Mudou-se para continuar os estudos e melhorar as condições da família.
Sentiu dificuldades com o idioma e com a adaptação cultural, mas considera que a sua integração foi facilitada pela escola internacional que frequentou. No futuro, pretende continuar os estudos noutro país europeu.
Maria de Fátima, natural de Cabo Verde, vive em Portugal há seis anos.
Emigrou à procura de melhores condições de vida. Teve uma adaptação difícil, especialmente durante a pandemia, e enfrentou problemas com documentação e emprego. Apesar disso, sente-se bem integrada e quer continuar a viver em Portugal.
Estas histórias mostram que a imigração traz oportunidades, mas também desafios como a língua, a integração social e a burocracia.
Ainda assim, muitos imigrantes conseguem adaptar-se e contribuir para a sociedade portuguesa. «Nós sabemos muito bem disso, pois também somos imigrantes», salienta Melissa, Leideane, Cibel e Vagner, autores deste artigo.
Texto da autoria dos alunos Melissa, Leideane, Cibel e Vagner, da Turma 10º C da Escola Secundária Gil Eanes, de Lagos