Os resultados escolares do Algarve, abaixo da média nacional, não são uma novidade e Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Ensino Superior, defende que a região precisa de uma «estratégia clara» para melhorar os indicadores.
As declarações foram feitas aos jornalistas esta segunda-feira, 2 de Março, à margem da tomada de posse dos novos vice-presidentes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.
No seu discurso, Fernando Alexandre já tinha abordado o facto de a região algarvia ter dos «resultados escolares menos positivos» do país, algo que o próprio justifica pela «estrutura económica, sazonalidade, forte presença do turismo e elevada proporção de alunos estrangeiros».
«Os indicadores — provas de aferição, exames nacionais, taxas de retenção e abandono — mostram diferenças significativas face a outras regiões», acrescentou.
Questionado pelos jornalistas, sobre como se muda este estado de coisas, o governante defendeu que a recente colocação de 240 novos professores no pré-escolar foi um sional.
«É preciso ter uma estratégia clara para o Algarve ter os níveis de outras regiões do país. Privilegiar a garantia do acesso de oportunidades à educação e isso começa pelo pré-escolar», defendeu.
Além disso, o ministro garantiu que há, até ao final de década, cerca de 130 milhões de euros disponíveis para recuperar 26 escolas da região, abrangendo 15 mil alunos.
A recente reorganização das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, que passam a ter um vice-presidente só para a área da educação, também é visto com bons olhos por Fernando Alexandre.
«Tínhamos um Ministério com muitas entidades da administração central — 16 entidades administrativas centrais. Uma delas, em particular, a DGEstE, tinha uma representação desconcentrada no território, mas dentro de um modelo antigo e anacrónico. Essas estruturas desempenharam um papel importante ao longo de décadas, mas hoje o Governo tem uma visão diferente», concluiu.